"Governo parece a seleção do Dunga", afirma Calheiros em tom de crítica a Temer

Eles estão no mesmo partido, mas o tom de Renan Calheiros ao governo de Michel Temer, ambos do PMDB, é de criticas, que vão desde a nomeação de ministros do presidente da República até as principais reformas propostas pelo chefe do executivo.

Em entrevista ao Jornal do Dia, na Tv Ponta Verde, afiliada ao SBT Canal 05, o senador usou o futebol para explicar o que acha do governo Michel Temer. “Do jeito que está o governo parece mais a seleção do Dunga, e nós não precisamos do Dunga, precisamos do Tite para levar o Brasil a um porto seguro”.

Assim como na seleção brasileira, que passava por maus momentos quando Dunga era técnico, para Calheiros, o governo está mal escalado, cheio de improvisação, nomeando pessoas que não são aptas a exercer funções nos cargos designados.

O senador criticou a terceirização e a reforma da Previdência do modo como foram aprovados. O projeto de lei que regulamenta a terceirização foi sancionada na última sexta-feira (31) pelo presidente Michel Temer e foi publicada no Diário Oficial da União. Com a aprovação, a terceirização é permitida tanto para as atividades-meio, que não são os serviços essenciais da empresa e que já era colocada em prática, como para as atividades-fim, que são as principais funções de uma empresa.

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“Sou contra alguns pontos, acho que a terceirização da forma como está, irrestrita, vai agravar ainda mais a crise econômica e social. Isso é para passar para a sociedade que está tentando consertar, mas não está. Eu falei bastante com o presidente, mas quem não ouve, erra sozinho”, ponderou o senador.

Com relação a reforma da Previdência, Calheiros também afirmou não concordar com alguns pontos, apesar de considerá-la essencial em todos os governos.

“Não pode achar que a reforma tem que ser definitiva e que nenhum outro presidente possa fazer. Se fizermos ajuste e uma reforma que não sufoque direitos adquiridos e definirmos o limite para que o governo coloque recurso todos os meses nos cofres, acho que vai resolver esse problema”, considera.

Apesar das duras críticas ao governo atual, Calheiros mede as palavras ao falar em rompimento com o PMDB ou uma possível aproximação com o ex-presidente Lula, pensando nas eleições de 2018.

“O PMDB é um partido grande, então é natural que dentro do partido exista pessoas que pensam diferente”, expõe Calheiros.  O partido é o que possui mais integrantes no senado e compõe 30% do parlamento na casa, com um total de 22 senadores.

 Renan não confirmou uma aproximação com Lula para as próximas eleições, limitou-se apenas a dizer que possui uma boa relação com o ex-presidente e outras lideranças nacionais, devido ao seu cargo exercido no senado.

“Não estou preocupado com 2018. Eu tenho preocupação com a necessidade de ganhar tempo para dá foco a um governo que não tem se encontrado, formulou mal sua política econômica e quer sair da crise aprofundando a recessão”, finalizou.

Confira a entrevista na íntegra:

 

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