Clientes são ameaçados por vendedor após cobrarem entrega de produtos em Maceió

A simples encomenda de móveis em uma marcenaria localizada nas imediações da Rua Dr. João Crisóstomo de Farias, no Clima Bom se tornou um tormento na vida de cinco pessoas que realizaram uma compra na loja. Um dos clientes informou ao Portal 7 segundos nesta quinta-feira (10), que o dono da loja trata os consumidores com rispidez e até chega a ameaça-los, quando cobram a entrega da mercadoria.

Por causa do descumprimento do prazo de entrega de móveis, os clientes vão a loja para cobrar o homem e acabam sendo ameaçados. Uma moça disse que encomendou cerca de 20 caixotes no último dia 25 de julho com a promessa de entrega para o dia 28, porém até agora ela só recebeu a metade dos produtos.

“Eu atrasei a inauguração da minha loja, e por causa disso já tenho um prejuízo. Fomos à loja cobrar o restante do material e ate tentei um acordo para receber a metade do dinheiro de volta, mas acabei recebendo uma ameaça”, conta a moça.

A ameaça, de acordo com outros clientes é uma forma de afastar as cobranças e evitar processos, já que a ação intimida os consumidores.

“Para mim ele disse que já tinha matado uma pessoa e que tinha integrantes da família dentro da justiça em Alagoas. Eu não fiquei com medo, mais uma amiga falou que já houve pessoas que desistiram da compra por causa das ameaças”, revelou outra consumidora em entrevista.

A situação embora constrangedora é comum entre clientes que pré-contratam serviços com pedreiros, marceneiros e outras empresas.

Multa

De acordo com a Lei de Entrega 7.327, o cliente tem por direito, tratar com o fornecedor previamente a hora e data de recebimento do produto no ato da compra. Caso o prazo acertado não seja cumprido, a empresa ou pessoa física pode pagar até R$ 2.429 reais de multa.

O Diretor Executivo do Procon Alagoas, Leandro Almeida, alertou os consumidores de algumas precauções a serem tomadas antes da compra dos produtos. A primeira delas seria verificar se o profissional é regularizado, ele deve ter CNPJ e fornecer nota fiscal. Outro fator importante também é observar os comentários de clientes anteriores nas redes sociais ou até mesmo em um espaço de reclamação disponibilizado.

“Eu aconselho o consumidor a não pagar tudo previamente. Ele não é obrigado a isso e pode sugerir apenas 50% a 75% do valor antecipado e pagar o restante só no ato da entrega. Toda oferta deve ser negociada com o profissional ser oficializada em um contrato”, alertou Leandro.

Além desses cuidados o consumidor também deve observar se há um cartaz fixado de forma visível na loja, informando negociação de data e hora de entrega, medida que é obrigatória por lei.

As empresas que não se submetem a essas obrigações podem ser denunciadas e receber uma fiscalização do Procon, mediante as provas do consumidor lesado. Para realizar a denúncia o Diretor aconselha que o cliente reúna contratos, notas fiscais e outras provas e enviar para o número de atendimento via Whatssap (98882-8326)

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